Mostrando postagens com marcador TJ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TJ. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Pesquisa sobre varas especializadas e cartórios unificados segue até 17/4

Magistrados, servidores do Poder Judiciário e advogados têm até o dia 17 de abril para avaliar as vantagens e desvantagens das varas especializadas por competência e da unificação dos cartórios judiciais nos fóruns brasileiros.

A pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), é voltada a profissionais que tenham atuado nos últimos cinco anos nesses dois segmentos da prestação de serviços jurisdicionais. Até o momento, quase 17 mil pessoas já responderam aos questionários, sendo 12,4 mil magistrados e servidores e 4,3 mil advogados.

As varas especializadas são unidades que tratam de matérias específicas do direito e que permitem o aprofundamento de um tema específico, como as de família, da infância e da juventude, de violência doméstica, de falência, de direito empresarial, de execução fiscal, de combate ao crime organizado, do tribunal do júri etc. As unidades que acumulam todas as questões cíveis e/ou criminais e as de jurisdição plena não fazem parte do escopo da pesquisa.

A pesquisa também trata da unificação de cartórios ou de secretarias de varas ou juizados especiais, especializados ou não, de primeiro grau de jurisdição, que passaram a funcionar de forma integrada atendendo a mais de um gabinete de magistrado. São exemplos de cartórios unificados, o Cartório do Futuro, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP); o Cartório Integrado, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA); a Central de Processamento Eletrônico de Feitos Judiciais, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS); e a Secretaria Única do Ceará do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

Agência CNJ de Notícias

Fonte: https://www.cnj.jus.br/pesquisa-sobre-varas-especializadas-e-cartorios-unificados-segue-ate-17-4/

Combate à Violência Doméstica: TJRS ganha reforço na campanha Quarentena sem violência


Mobilizar e informar a sociedade sobre a questão da violência doméstica. Em época de isolamento social, o Judiciário gaúcho não para e segue em trabalho remoto para prestar atendimento aos jurisdicionados, principalmente na defesa dos direitos dos cidadãos.

No âmbito do combate à violência doméstica contra a mulher, além da adoção de mecanismos para continuidade, de forma célere e eficaz, dos atendimentos às medidas de urgência, o TJRS ganhou novos parceiros na campanha Quarentena sem violência, e busca, agora, levar informação sobre canais de denúncia através de cartazes fixados em supermercados e farmácias do Estado.

A iniciativa é das Juízas do Juizado da Violência Doméstica de Porto Alegre, Madgéli Frantz Machado e Márcia Kern, com a Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica do Judiciário gaúcho. Uma parceria foi realizada com a agência Matriz Comunicação, que elaborou de forma voluntária o material gráfico da campanha e intermediou, até o momento, a adesão das Farmácias Associadas, que possuem 915 unidades no Rio Grande do Sul, e da Gráfica Impresso Prático para impressão dos cartazes. Todos os serviços serão realizados sem custo para o TJRS.

Para essa primeira fase da campanha serão impressos mil cartazes, que serão distribuídos pela Gráfica Impresso Prático, diretamente à Farmácias Associadas, a qual distribuirá o material às suas unidades. Para a segunda fase, há tratativas para a adesão da AGAS Associação Gaúcha de Supermercados e de uma outra gráfica para dar suporte às novas impressões.

Conforme a Juíza Madgéli, a Lei Maria da Penha, ao instituir a política pública de prevenção e combate à violência doméstica contra a mulher, em seu art. 8º, V, prevê, para sua efetivação, um conjunto articulado de ações governamentais e não governamentais, dentre elas, a promoção e realização de campanhas educativas, a fim de possibilitar o alcance das informações à sociedade em geral. "Nestes tempos de isolamento social, é certo que as pessoas continuam frequentando farmácias e supermercados, sendo imperioso parcerias nessas áreas."

A Juíza-Corregedora Gioconda Fianco Pitt, responsável pela Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica, afirma que as campanhas do Judiciário nas redes sociais, bem como o lançamento da Quarentena sem Violência éjustamente para enfatizar a necessidade de mantermos o isolamento social, mas sem violência.

"É preciso ficar em casa, mas com segurança para a vida de todos. Não devem ser tolerados atos de violência, e em havendo devem ser comunicados à Delegacia de Polícia, Brigada Militar para que possam ser encaminhados ao Poder Judiciário. Estamos preocupados e trabalhando de forma contínua e eficaz, prestando atividade jurisdicional. Assim, para que o ciclo de violência seja encerrado, se torna fundamental que as mulheres continuem denunciando e procurando do Judiciário", destaca a Juíza Gioconda.

As magistradas destacam também que todo o apoio é bem-vindo, ficando o convite para que novos parceiros possam aderir e contribuir com a campanha.

Violência em tempos de isolamento

Conforme a Juíza Madgéli Machado, "há estudos que demonstram que o isolamento social torna o espaço doméstico mais perigoso para as mulheres, e, nesse sentido, diversas notícias têm sido publicadas nas redes sociais com dados de que a violência doméstica tem aumentado no período, inclusive produzindo situações de subnotificação e dificuldades de acesso aos serviços da rede."

A Juíza Márcia Kern afirma que pela experiência vivenciada no Juizado da Violência Doméstica, a campanha segue os alertas que estão sendo divulgados por órgãos internacionais. "Nossa intuição, como profissionais da área da violência doméstica acabou indo ao encontro da orientação da ONU. Temos que unir forças no atendimento dessas mulheres que, em razão do isolamento, acabam sendo expostas, com maior intensidade, ao convívio com seus agressores. Além disso, a situação decorrente do estresse e da ansiedade gerados pela pandemia do COVID-19, também poderá estar sendo mais uma causa desencadeadora de novas situações de abuso e violência contra as mulheres."

De acordo com a ONU Mulheres, a violência de gênero é outro componente de atenção em pandemias, como o COVID 19, pois "em um contexto de emergência, aumentam os riscos de violência contra as mulheres e meninas, especialmente a violência doméstica, devido ao crescimento das tensões em casa e o isolamento".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também fez alertas no sentido de que ¿mulheres em relacionamentos abusivos têm maior probabilidade de serem expostas à violência assim como os filhos pois os membros da família passam mais tempo em contato próximo e as famílias lidam com estresse adicional e possíveis perdas econômicas ou de emprego, afirmou o Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O Brasil ocupa o 5º lugar em mortes violentas de mulheres no mundo e, de acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a violência, o percentual de mulheres agredidas por ex-companheiros subiu de 13% para 37% entre 2011 e 2019, incluindo situações em que os agressores eram ex-maridos e também ex-namorados no momento do ataque. Os números representam um aumento de 284% desses casos.

Texto: Rafaela Leandro de Souza | Assessora-Coordenadora de imprensa: Adriana Arend | imprensa@tjrs.jus.br


Fonte: 

https://www.tjrs.jus.br/novo/noticia/combate-a-violencia-domestica-tjrs-ganha-reforco-na-campanha-quarentena-sem-violencia/

terça-feira, 7 de abril de 2020

PGR denuncia desembargadora do TJ da Bahia por venda de decisão judicial

BRASÍLIA - A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Sandra Inês Rusciolelli , presa desde o último dia 24 de março sob suspeita de ter recebido propina em troca de uma decisão judicial relacionada a um esquema de grilagem no oeste da Bahia. A acusação é por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Outras três pessoas também foram denunciadas, dentre elas o advogado Vasco Rusciolelli, filho da desembargadora, que seria o responsável por receber a propina.

"A vantagem indevida chegou a R$ 4 milhões, dos quais R$ 2,4 milhões teriam sido efetivamente pagos à desembargadora por intermédio do seu filho", afirma a PGR.

A denúncia foi apresentada à corte especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro responsável por processar desembargadores, pela subprocuradora-geral da República Lindora Araújo.

Sandra Inês foi alvo de uma ação controlada feita pela Polícia Federal com o auxílio de um delator. Nesta ação, a PF monitorou o pagamento de propina de um advogado no Estado de Mato Grosso até a entrega, em Salvador, para o filho da desembargadora. Em seguida, a PF apreendeu notas de dinheiro na residência dela e constatou que parte das notas tinha como origem a remessa de propina que havia sido monitorada. A propina seria, segundo as investigações, para comprar uma decisão referente a um esquema de grilagem de terras no oeste da Bahia.

Sua defesa apresentou habeas corpus pedindo sua soltura, alegando que ela está no grupo de risco do coronavírus. Sobre o mérito da acusação, a defesa argumenta no habeas corpus que a decisão da desembargadora seguiu um entendimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, por isso, não faria sentido o pagamento de propina por ela. "A prisão preventiva está baseada exclusivamente nas provas produzidas pelo delator, que encenou comprar uma decisão que já era conhecida, com dinheiro marcado e supostamente entregue por quem já sabia da decisão do CNJ", disse no habeas corpus.

Também foram denunciados o produtor rural Nelson José Vigolo e o advogado Vanderlei Chilante, sob acusação de serem os responsáveis pelo pagamento de propina destinado à desembargadora.


Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/pgr-denuncia-desembargadora-do-tj-da-bahia-por-venda-de-decisao-judicial-24356327?versao=amp&utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo&__twitter_impression=true